Sempre procuro indicar nas colunas, programas de computador que não tenham custo para as pessoas.
Opções funcionais que cumprem bem o seu papel sem que o usuário precise pagar nada por isto.
Existem vários tipos de programas gratuitos, e contrariando o que muitos acreditam, ser grátis não significa deixar de ter uma licença de uso. A esmagadora maioria está amparada por algum tipo de licença ou contrato de uso, que limita os tipos de uso dos aplicativos, destinando-os geralmente a usuários finais ou, em outras palavras, pessoas físicas cujo uso não será comercial.
Software livre
Mesmo em um mundo livre, é preciso ter regras e diretrizes.
Software livre basicamente abrange aqueles aplicativos com código fonte liberado para que as pessoas possam estudá-lo e alterá-lo. Uma vez alterado o código, esta mudança deverá ser publicada e disponibilizada
para que as pessoas possam ter acesso.
Mas o software livre geralmente possui uma licença de uso, a mais usada é a GPL que quer dizer General Public Licence, ou Licença Publica Geral.
Também existe a confusão entre o termo freeware e software livre, e não necessariamente é a mesma coisa.
Um aplicativo freeware possui uma licença onde é permitido o uso de um determinado aplicativo por tempo indeterminado. Entretanto o código fonte do software pode ser de propriedade de uma pessoa ou organização e sua distribuição não é liberada.
Um dos repositórios mais conhecidos para software livre é o SourceForge (http://sourceforge.net/), onde existem mais de 174 mil projetos de aplicativos.
Alguns exemplos de aplicativos que possuem a licença GPL: Notepad++, Portable Apps, PDFCreator, ClamWin Free Antivírus.
Freeware
Os freewares são basicamente aplicativos cuja licença permite o seu uso de forma irrestrita e sem limitação de tempo. O código fonte pertence a um grupo de desenvolvedores ou a uma empresa e não está disponível para a comunidade.
Muitas empresas fazem uso de freewares para divulgação de seus produtos, permitindo que os usuários desfrutem de versões mais simples de seus aplicativos de forma irrestrita, e comercializando versões mais completas.
Alguns exemplos de freewares: WinAmp, Acrobat Reader, AVG Antivírus Free Edition.
Geralmente na licença freeware, a empresa não autoriza o uso do software para fins comerciais, apenas para uso pessoal ou interno, e por este motivo, geralmente existem versões pagas dos aplicativos, voltadas a usuários que querem recursos avençados ou para empresas.
De onde vem o dinheiro?
Vivemos em uma sociedade capitalista e, para muitos, é difícil imaginar comunidades trabalhando freneticamente no desenvolvimento de aplicativos sem ganhar financeiramente nada em troca.
Mas isto não é verdade. O software pode ser livre e gratuito, mas ninguém neste meio vive de vento. Trata-se de um negócio, e como todo negócio, envolve dinheiro.
As empresas que disponibilizam as versões freeware se sustentam com base na venda de licenças e serviços ligados às versões mais completas de seus aplicativos.
E você, leitor, o que pensa sobre este assunto? Tem dúvidas? Os comentários estão abertos aguardando sua mensagem. Sua participação é importante, envie e-mail para vando_brum@hotmail.com
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Vanderlei Brum
Vando_brum@hotmail.com
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